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quinta-feira, 15 de maio de 2014

A investigação qualitativa com uso de tecnologias interativas na educação artística

AUTOR:

Cristiane Herres Terraza  - IFB - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília.

Vídeo apresentado durante a apresentação: https://www.youtube.com/watch?v=bdDojvxO8D8

CO-AUTOR:

Leandro A. Grass Peixoto - Colégio Marista de Brasília - Ensino Médio.

RESUMO: 

As significâncias geradas pelo indivíduo em sua percepção da cidade no que se refere à construção estética, bem como da rede de relações nela constituída incluem-se nos estudos atuais da cultura visual, subárea dos estudos em arte. A cultura visual se desenvolve como estudos do campo visual não reconhecidamente artístico, mas que está presente como conjunto de acontecimentos visuais a que estão submetidos os indivíduos na atualidade.
O trabalho proposto relata o resultado da reflexão sobre um percurso de pesquisa concretizado durante o ano de 2013 em uma escola particular de ensino médio em Brasília que teve como tema as “Reflexões do espaço urbano de Brasília a partir da pintura metafísica de Giorgio de Chirico”. Nesta pesquisa, com o objetivo de ampliar as reflexões efetuadas no grupo, propôs-se a realização de uma poética cuja composição utilizava a interação com utilização de dispositivos móveis.
O texto em questão objetiva apresentar a pesquisa como fundamento e prática de aprendizagem no contexto da educação artística no ensino médio, considerando um caso ilustrativo de construção/ desconstrução do conhecimento a partir de uma proposição poética com o engendramento de novas perspectivas a partir da interação com uso de recursos digitais.
De tal modo, concluiu-se que a pesquisa como prática educativa pode proporcionar não só o conhecimento acerca de uma realidade, mas uma inventividade crítica emergida do contexto vivenciado pelo estudante, uma vez que objeto de estudo é apreendido e também analisado de modo complexo e dinâmico. Em uma estratégia de investigação e análise de dados, envolvimento com a realidade e expressão de sua complexidade, os estudantes pesquisadores constroem percursos peculiares de apropriação e reflexão de saberes que estimulam a autoria e rompem com a cultura do instrutivismo.
A prática pedagógica realizada possibilitou, por seu caráter investigativo, a transversalização que integrou saberes artísticos, geográficos, históricos e sociológicos no que diz respeito à construção de conceitos sobre espaço, lugar e redes de convivência, promovendo uma apreensão mais complexa e completa, ainda que no ensino médio, do assunto tratado.

REFERÊNCIAS:
    • Dias, Belidson (2013). Preliminares: A/r/tografia como Metodologia e Pedagogia em Artes. In: B.
    • Dias, Belidson e Irwin, Rita. Pesquisa educacional Baseada em Arte: A/r/tografia. Santa Maria: UFSM.
    • Demo, Pedro (1998). Educar pela pesquisa. Campinas, S.P.: Autores Associados.
    • Demo, Pedro (2004). Professor do futuro e reconstrução do conhecimento. Petrópolis, R.J.: Vozes.

    Estamparia Adinkra: um diálogo transdisciplinar entre África e Brasil

    AUTOR: 

    Flora Sipahi Pires Martins Figueiredo - Instituto de Artes da UNESP

    RESUMO:

    A presente comunicação refere-se a um projeto transdisciplinar que envolveu as áreas de História, Geografia e Artes Visuais e foi elaborado juntamente aos alunos do 4º ano do ensino Fundamental (9 a 10 anos) da Escola Viva, em São Paulo.
    Nessa escola trabalhamos a partir de eixos temáticos que norteiam o currículo das diferentes áreas do conhecimento e que variam de acordo com a série escolar. No 4º ano, o eixo temático está diretamente relacionado às áreas de História e Geografia e às questões dos deslocamentos populacionais, trajetórias familiares e deslocamentos nas grandes cidades. Esse eixo temático é constituído a partir de perguntas norteadoras e pretende-se abordá-lo do ponto de vista transdisciplinar.
    No segundo semestre, o estudo se volta para o continente africano, devido principalmente ao fato de um grande contingente populacional ter se deslocado da África para o Brasil, sobretudo no século XIX. Durante as pesquisas, cada grupo/sala pode eleger diferentes aspectos do continente para serem comentados, e, geralmente, alguns países são escolhidos para serem analisados com maior profundidade. Muitas das discussões e pesquisas realizadas nesse trabalho estão vinculadas aos estudos das manifestações artísticas e culturais dos povos africanos ou afro-brasileiros.
    No atelier, no final do ano passado, aprofundamos nosso estudo artístico e antropológico sobre o continente africano ao nos voltarmos às produções do povo Axanti, do país de Gana. Nessa região homens e mulheres produzem carimbos e tintas para fabricar peças de estamparia vinculadas à simbologia Adinkra. Essa complexa simbologia foi desenvolvida pelo povo Axanti no século XVI e ainda sobrevive na região. Cada símbolo Adinkra está ligado a um provérbio ou significado e muitos se relacionam a animais, vegetais, corpos celestes e vida em sociedade.
    Para estudarmos sobre esse essa manifestação artística, consultamos livros e assistimos a filmes na internet. Os alunos mostraram-se entusiasmados com a pesquisa e foram convocados pela professora Atelierista a elaborar seus próprios símbolos bem como criarem seus carimbos. Cada criança confeccionou dois carimbos com madeira e E.V.A. e em seguida, pôde experimentar as técnicas de impressão em suporte como papeis e tecidos. Inspirados pela observação dos motivos geométricos e de suas repetições presentes nos tecidos africanos, os alunos criaram, primeiro individualmente e depois, coletivamente padrões em estampas.
    Ao longo do processo, surgiram variados tipos de formas e significados relacionados aos carimbos confeccionados, bem como diferentes combinações e padrões gráficos nas estampas produzidas. Estas estampas e as fotos que registram o processo de criação das mesmas foram expostas a toda comunidade escolar durante o evento da série. O processo de trabalho mostrou-se como uma interessante oportunidade de lançar olhares para outro contexto cultural e, a partir daí criar pesquisas artísticas, conectadas aos valores e à sabedoria da simbologia Adinkra.

    REFERÊNCIAS:
    • Nascimento, Elisa L. (2009). Adinkra: sabedoria em símbolos africanos. Rio de Janeiro: Pallas. 
    • Sommerman, A., Mello, M. F., & Barros, V. M. (2002). Educação e Transdisciplinaridade. São Paulo: Triom. 
    • Fazenda, Ivani C. A. (1991). Interdisciplinaridade: um projeto em parceria. São Paulo: Loyola.