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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Memórias e vivências de passagem: atividades de mediação cultural

AUTOR:

Fabiane Pianowski - UNIVASF / InSEA.

RESUMO:

O projeto de ensino e extensão “Memórias e Vivências de Passagens: atividades de mediação cultural” é parte integrante da disciplina de Práticas de Ensino das Artes Visuais III e surgiu da necessidade de engajar os alunos do curso de Artes Visuais da Universidade do Vale do São Francisco (UNIVASF) em atividades dirigidas à comunidade. Nessa disciplina o foco do processo de ensino-aprendizagem é o ensino de artes visuais na educação não formal, sob essa perspectiva, o projeto proporcionou que os alunos organizassem, preparassem e vivenciassem experiências de mediação cultural no âmbito não formal para posteriormente analisá-las e discuti-las em sala de aula. Através dessas atividades, o projeto apresentou à comunidade questionamentos relacionados à imagem e o patrimônio cultural, focando nos aspectos de memória, história e cultura da fotografia, assim como a relação da imagem como fator educativo. Foram expostas fotografias das cidades de Petrolina e Juazeiro e a escolha do local para a realização das atividades foram pautadas no fluxo de pessoas e na possibilidade de um maior número de participação da comunidade, por este motivo foi escolhida a Praça da Misericórdia na cidade de Juazeiro-BA. A intenção foi possibilitar que os alunos através da prática da mediação interagisse com o público, instigando-o a ver e pensar as fotografias apresentadas para estabelecer relações com a suas próprias memórias e vivências da cidade. 

REFERÊNCIAS:
  • Alencar, Valéria Peixoto (2008). O mediador cultural: considerações sobre a formação e profissionalização de educadores de museus e de exposições de arte. 97f. Dissertação (Mestrado em Artes) – Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista, São Paulo.
  • Barbosa, Ana Mae; Coutinho, Rejane Galvão (2009). Arte/educação como mediação cultural e social. São Paulo: UNESP.
  • Carvalho, Lívia Marques (2008). O ensino de artes em ONGs. São Paulo: Cortez.
  • Martins, Mirian Celeste; Picosque, Gisa (2012). Mediação cultural para professores andarilhos na cultura. São Paulo: Intermeios.
  • Nakashato, Guilherme (2012). A Educação não formal como campo de estágio: Contribuições na formação inicial do arte/educador. São Paulo: SESI.
  • Pimenta, Selma Garrido; Lima, Maria Socorro Lucena (2004). Estágio e docência. São Paulo: Cortez.

Ecodesign e Artes Visuais: a extensão na formação do professor/artista/pesquisador na UNIVASF

AUTOR: 

Ana Emidia Sousa Rocha - Bolsista PIBEX – UNIVASF, 2013-2014

CO-AUTORES:

Danilson Oliveira de Vasconcelos, Professor colaborador
Fabiane Pianowski, Docente colaboradora
Flávia Maria de Brito Pedrosa Vasconcelos, Orientadora
Jamisson Félix Cardoso, Discente voluntário
Kathyanne de Souza, Discente voluntário
Paulo Vinícius Pereira de Almeida, Discente voluntário
Ricardo Guimarães, Docente colaborador

RESUMO:

O Projeto Ecodesign e Artes Visuais: Indústria Criativa na Produção de Mobiliário Sustentável na Universidade foi desenvolvido com o objetivo de produzir mobiliário sustentável, utilizando princípios do ecodesign; e oferecer elementos que contribuam para a formação de docentes/artistas/investigadores possibilitar a partir da pesquisa de materiais recicláveis e com o uso direto de sobras de materiais da indústria, do comércio e da UNIVASF, buscando articulação entre universidade e meio ambiente. A metodologia se baseia nos aspectos qualitativos e quantitativos em poéticas artísticas e educativas, em um proposta multi, inter e trans (MIT). Como projeto que abarca ensino, pesquisa e extensão, também se constitui num território de uma Research-led Practice in Creative Arts (pesquisa baseada em práticas artísticas criativas), que proporciona readequação de materiais que estariam ou seriam descartados, dando-lhes um sentido reconfigurado e consonante à perspectiva da indústria criativa. O trabalho aconteceu em ambiente presencial e virtual, com estudo teórico, pesquisa de materiais e produção de objetos (croquis, maquetes e protótipos). O resultado de doze meses de trabalho foi a produção de algumas peças de mobiliário (protótipos) e o aperfeiçoamento de conhecimentos apreendidos na Licenciatura em Artes Visuais.

REFERÊNCIAS:
  • Cahnmann-Taylor, M; Siegesmund, R. (Eds.) (2008). Arts-based research in education: foundations for practice. New York, NY: Routledge.
  • Castro, Maria Luiza A. C. (2008)Da ética construtivista à ética sustentável: a trajetória do design. Cadernos De Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo. V. 8, n. 1, p.122-132. Disponível em <http://www.mackenzie.com.br/dhtm/seer/index.php/cpgau/article/view/172/97>. Acesso em 16/07/2013.
  • Luttropp, C.; lagerstedt, J. (2006). Ecodesign and the ten golden rules: generic advice for merging
  • environmental aspects into product development. In: Journal of Cleaner Production. Elsevier. p. 1396-1408.
  • Naime, Roberto, Ashton, Elisa, Hupffer, Haide Maria. (2012). Do design ao ecodesign: pequena história, conceitos e princípios. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental. V 7, n° 7, p. 1510-1519, Mar/Ago 2012. Disponível em <http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/reget/article/view/5265>. Acesso em 27/04/2013.
  • Vasconcelos, F.M.B.P. (2011) Proposta Multi, Inter e Trans do Ensino de Artes - MITEA. Matriz
  • Referencial de Artes – 1º ao 9º ano do ensino fundamental. In: JUAZEIRO, Prefeitura Municipal de Educação. Proposta Curricular: o direito de aprender. Juazeiro/BA: Gráfica Obelisco.
  • Silva, Eliana Zaroni Lindenberg. (2007). Pesquisa: uma experiência de ensino na aprendizagem de processos de criação em design com resíduos sólidos recicláveis. Anais do III Fórum de Pesquisa FAU Mackenzie. Disponível em <http://www.mackenzie.br/foruns.html>Acesso em 27 de abril de 2013.

Video-fragmentos do Projeto Ondas Radiofonicas

AUTOR:

Marcelo Simon Wasem - Professor Adjunto no Instituto de Artes, Departamento de Linguagens Artísticas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (RJ).

RESUMO:

O presente registro audiovisual faz parte da tese de doutorado denominado “Radiofonia Cartográfica: sintonias e deslocamentos em processos de arte colaborativa”. Esta possui como tema central uma investigação acerca dos relacionamentos entre artista e público em processos colaborativos, levando em consideração a obra não mais como síntese ou produto final desta interação, e sim um dispositivo poético na busca por aproximar estes dois agentes. Uma das experiências desenvolvidas na tese e apresentada aqui com o presente vídeo é o projeto Ondas Radiofônicas, realizado entre 2009 e 2010, tendo como principal local de atividades o Museu da Maré. Localizado na comunidade Morro do Timbau, o projeto interagiu com as comunidades que formam o complexo de comunidades da Maré, na cidade do Rio de Janeiro.
O projeto teve como meta trabalhar com a dimensão da sonoridade nas esferas simbólica, estética e política em um processo de arte colaborativa através de oficinas de educação não formal, grupos de discussões e ações que pudessem descentralizar o próprio fazer artístico do artista em direção ao público participante. Desta forma, ele contou comigo no papel de artista proponente e principal articulador, mas contando com a constante contribuição de outros artistas, educadores, ativistas de fora do bairro Maré em conjunto com jovens moradores e as populações das comunidades ao redor. Ao final deste período mais intenso de troca de saberes foi montada uma exposição coletiva, composta por instalações e obras interativas pensadas, executadas e mediadas pelo grupo de jovens mais participantes.
De forma sucinta podemos apontar que um dos aprendizados neste processo é a ampliação da escuta do outro, através da perda do controle total sobre todas as etapas, uma vez que a colaboração com o outro implica em um permanente estado dialógico. Também é impossível sintetizar tais processos em objetos de arte. Cabe ao artista, após este envolvimento, reunir fragmentos do que ocorreu e relatar para aqueles que não tiveram o convívio presencial sobre o que se passou, consciente de que este relato nunca poderá dar conta do que aconteceu e, por isso não pode ser representado ou re-apresentado por completo.
Voltando-se mais especificamente ao papel do artista, que realiza um deslocamento não só físico, mas também entre territórios simbólicos, em contato com diferentes agentes, podemos nos aprofundar nesta investigação da arte colaborativa. Como é chegar em uma coletividade que habita determinado contexto? É possível se aproximar, entender e se apropriar dos códigos culturais de uma região, levando ainda em consideração que em uma localidade podemos analisar características similares e díspares, que se aglutinam e convivem simultaneamente? Perguntas que atravessaram todo este período de contato com a Maré, iniciado com o projeto Ondas Radiofônicas e que continuam a fazer parte de nossas investigações em diversos outros contextos.

REFERÊNCIAS:
  • Aamben, Giorgio (2005). O que é um dispositivo? Tradução Nilcéa Valdatti. In: Outra travessia. No.5. Florianópolis: Editora da UFSC. p.9-16.
  • Bishop, Claire (2004).  Antagonism and relational aesthetics. in October. New York: MIT PRESS, vol. 110, p. 51-79.
  • Bourriaud, Nicolas (2006 (1998)). Estética Relacional. Buenos Aires: Adriana Hidalgo. 144 p.
  • Capusso, Marina (2013). Relato da mesa “Todo homem é um artista”. Fórum Permanente.
  • Chagas, Viktor (2009). Por que é cidadão o jornalista cidadão? História das mídias e jornalismo cidadão de base comunitária na Maré. Dissertação de mestrado – Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Rio de Janeiro, RJ. Disponível em: <http://virtualbib.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/2676/CPDOC2009ViktorHenriqueCarneirodeSouzaChagas.pdf?sequence=1> Acesso em: 15 fev. 2010.
  • Deleuze, Gilles. O que é um dispositivo? In: Michel Foucault, filósofo. Barcelona: Gedisa, 1990, pp. 155-161. Tradução de Wanderson Flor do Nasciemento.Disponível em: <http://escolanomade.org/pensadores-textos-e-videos/deleuze-gilles/o-que-e-um-dispositivo> Acesso em 2 set. 2012.
  • Foucault, Michel (1996). Microfísica do poder. Tradução e organização de Roberto Machado. 12. ed. Rio de Janeiro: Graal.
  • Helguera, Pablo (2011). Educação para uma arte socialmente engajada. In: Helguera, Pablo &
  • Hoff, Mônica (orgs.). Pedagogia no campo expandido. Tradução de Camila Pasquetti, Camila Schenkel, Carina Alvarez, Gabriela Petit, Francesco Settineri, Martin Heuser e Nick Rands. Porto Alegre: Fundação Bienal do Mercosul, 438 p.
  • Kester, Grant H (2000). Conversation pieces: collaboration and artistic identity. In: Unlimited Partnerships: Collaboration in Contemporary Art, CEPA Gallery. Buffalo: New York. Disponível em: <http://digitalarts.ucsd.edu/~gkester/Research%20copy/Partnerships.htm> Acesso em: 31 mai. 2008.
  • Kinceler, José Luiz; Althausen, Gabrielle; Damé, Paulo. Desestabilizando os limites – Arte relacional em sua forma complexa. Disponível em: <http://www.unifacs.br/anpap/autores/118.pdf> Acesso em: 18 jul. 2007.
  • Laddaga, Reinaldo (2006). Estética de la emergência: la formación de otra cultra de las artes. Buenos Aires: Adriana Hidalgo.
  • Lersch, Teresa Morales; Ocampo, Cuauhtémoc Camarena. O conceito de museu comunitário: história vivida ou memória para transformar a história? Disponível: <http://www.abremc.com.br/pdf/5.pdf> Acesso em: 15 jan 2013.
  • Parramon, Ramon (2007). Arte, experiencias y territorios en proceso. In: Parramon, Ramon (org.). Arte, experiencias y territorios en proceso: Espacio público/espacio social. Calaf, Manresa: Idensitat Associació d´Art Contemporani.
  • Schafer, R. Murray (2001). A afinação do mundo: uma exploração pioneira pela história passada e pelo atual estado do mais negligenciado aspecto do nosso ambiente: a paisagem sonora. Tradução de Marisa Trench Fonterrada. São Paulo: Editora UNESP.



Olhar Olhares Chiques: processos em espaço de arte participativa.

AUTOR:

Mariana Novaes de Medeiros - Programa de Pós-Graduação em Artes (PPGARTES), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Doutoranda.

Link da dos slides da apresentação.

RESUMO:

Este vídeo é uma produção coletiva, de autoria compartilhada e resulta da realização de encontros presenciais realizados com um grupo de jovens moradores de uma ocupação residencial chamada Chiquinha Gonzaga, situada no centro da cidade do Rio de Janeiro, Brasil.
O vídeo é um dos produtos da pesquisa participante que desenvolvi para dissertação de mestrado e oferece imagens produzidas e editadas por estes jovens com o intuito de apresentarem suas vivências. Tal pesquisa se deu sob a forma de arte participativa, com ênfase em processos colaborativos, o que sucintamente significa um sistema artístico que articula etapas de organização e produção poética por um grupo de pessoas. Minha atuação fundamental foi mediar relações estabelecidas em nivelamento com os outros envolvidos, viabilizando diálogos que suscitassem e reforçassem a expressão das subjetividades, enfatizando a produção de autorrepresentação e o compartilhamento de desejos.
A pesquisa se estruturou com a realização de encontros presenciais com o referido grupo e consequentes desdobramentos estéticos (visuais, sonoros, audiovisuais etc.) que não se encaixam na categoria de produto artístico, no sentido tradicional do termo, mas possuem uma materialidade específica.
Nestes encontros construímos um blog coletivo, chamado “Olhar Chiq”, que teve como finalidade representar os pensamentos e vivências do grupo e ser um fragmento representacional da ocupação. Para caracterizá-lo, os jovens realizaram entrevistas filmadas e fotografias e geraram textos coletivos que tratam de suas experiências sociais e políticas como moradores da ocupação.
Esta pesquisa se localiza em um contexto relacional que convoca os participantes a ações conjuntas, operando estrategicamente para gerar processos dialógicos. Partindo do nivelamento relacional pretende enriquecer a discussão acerca dos espaços onde a arte pode se instalar e em como o artista pode atuar quando da superação do paradigma da autonomia da arte em detrimento de procedimentos engajados. Como, a partir da década de noventa, se instaura um procedimento artístico constituído pela relação na cotidianidade proponho aprofundar reflexões no que concerne às especificidades da ampliação deste campo epistemológico que se adere à educação. Considerando que já não é central a problematização do espaço na arte, mas a busca por viabilizar relações na esfera da vida constituindo-se, também, uma operação de educação não formal, onde se provoca um atravessamento na educação artística.

REFERÊNCIAS:
  • Ardenne, Paul (2006). Un arte contextual. Creación artística en medio urbano, en situación, de intervención, de participación. Múrcia: CENDEAC Centro de Documentación y Estudios
  • Avanzados de Arte Contemporáneo.
  • Bourriaud, Nicolas (2006). Estética Relacional. Buenos Aires: Adriana Hidalgo. 144 p.
  • Certeau, Michel de (1994). A invenção do cotidiano: artes de fazer. Trad. Ephraim Ferreira Alves. 5. ed. Petrópolis, RJ: Vozes.
  • Deleuze, Gilles. Lógica del sentido. Trad. Miguel Morey. Disponível em:<http://www.heterotopiaz.boom.ru/00/007.pdf >Acesso em 5 de maio de 2007.
  • Kester, Grant H (2006). Colaboração, arte e subculturas. In: Hara, Helio. (Org.) Caderno Vídeobrasil 02 - Arte Mobilidade Sustentabilidade. São Paulo: Associação Cultural Vídeobrasil, SESC São Paulo, 2006. Disponível em: <http://www2.sescsp.org.br/sesc/videobrasil/vbonline/bd/index.asp?cd_entidade=482791> Acesso em 30 de abril de 2008. 
  • Kluge, Alexander; Negt, Oskar (2001). Esfera pública y experiencia: hacia un análisis de las esferas públicas burquesa y proletaria. In: Blanco, Paloma et al. (Org.). Modos de hacer: arte crítico, esfera pública y acción directa. Salamanca: Ediciones Universidad de Salamanca.
  • Lacy, Suzanne (1995). Mapping the terrain: new genre public art. Seattle: Ed. Bay Press. 
  • Laddaga, Reinaldo (2006). Estética de la emergência: la formación de otra cultura de las artes. Buenos Aires: Adriana Hidalgo. 
  • Lévinas, Emmanuel (1994). La realidad y su sombra. Montpellier: Editchions Fata Morgana.